
Minha temporada agora é de seca. Uma secura branca e pacífica. Sim, há fertilidade em mim. Há adubo. Mas não há hora para o cultivo. Meus minutos estão contados, como dinheiro em tempo de recessão. São preciosos os meus segundos. Quando o inverno chegar, estarei mais forte e disponível. Não precisarei mais deste relógio impossível. E então estarei radiante para o verão. Esquentarei minhas letras. Plantarei minhas sementes coloridas. Condimentarei em novas línguas. E me tornarei, novamente, primavera de mim. Pra ti.
21 comentários:
Deus queira que o outono e o inverno não seja tão rigoroso. Apesar de pensar em ganhares forças para o verão, ainda acho que as formigas precisam do canto da cigarra para trabalhar melhor... E neste caso, você é a nossa cigarra Luci!
(Obrigada pelo coment-in, já lhe coment-out)(risos). Beijos, linda!
Nascidos dela, circulares como ela. No corpo e na alma a gente tem esse quê da natureza...
Tão real e tão bonito;
Tão ácido e tão doce;
Tão certo e tão errado.
Sim, errado.
Há mais beleza nesse teu outono
do que em muitos verões.
E quem disse que a meta
sempre tem que ser o verão?
Que lindo. A consciência do outono e a previsão de um inverno rigoroso te deixam mais perto de um super verão que pode começar já, já ai dentro de vc. E quando não se tem mais medo: ufa, ganhou o dia! Todos os dias!Espero estar por perto no seu verão. Por enquanto fico aqui com as folhas secas, mas também ao seu lado.
Perder ou ganhar, se perder ou se ganhar...quem me dera todos as perdas e ganhos de dessem no outono, com todos os tons que o seu outono têm.
Luci,
o tempo das estações. Dos tempos dos tempos.
Damos tempo a nós mesmos?
Qual o tempo de cada tempo nosso?
DEixo a interrogação.
E um abraço.
Germano de sempre.
Aparece...
Luccina,
Tuas letras são agradáveis em todas as estações...
:-)))
Nossa,
ontem pensava nisso, nessa experiência do meu viver que anseia por um encontro bonito entre verão e primavera.
E venho aqui, encontro nas suas palavras o que quero dizer para mim. Feliz texto mulher. Bem articulado e simplesmente, lindo.
Abraçoa
Bonito.
Um recolhimento ativo, que permite a reconstrução.
Bjs.
Tô em falta com vc... mas logo venho ler tudo. Deixei texto pra todas nós lá no Cosmic.
Bjs...
Lembrei de uma conversa que tive com uma amiga. Falávamos sobre o Apocalipse. Não aquele Bíblico, mas as mudanças que ocorrem dentro de nós - aquelas mudanças que não percebemos. Só um dia quando olhamos no espelho e notamos - sim, mudamos. Você mudou. A voz do seu texto fala em mudar. Somos mesmo árvores mudando folhas, Luci. Você também tem textos que falam de mim. Estou também trocando minhas folhas. O bom da vida é mudar. Mudar e escrever e viver nos intervalos.
Bjs e desculpe não ter vindo aqui ultimamente.
Letícia
Eu não acredito nas estações, mas acredito no seu tempo porque já foi o meu. E essas suas palavras têm o ritmo de quem desacelera para melhor sentir a vida dentro de si.
Que venham as flores, então.
Que lindo! Metaforizado na medida certa. Também acho que as estações regulam a minha vida, não necessariamente na mesma e tradicional ordem. Mas preparar-se para a primavera é sempre construir em nossa alma a melhor expectativa possível.
Foi bom demais ler teu texto essa manhã.
bjs. Veronica
CadÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE vccccccccccccccc????????????????????????????????????
Que lindo... alimenta a alma da gente ler o que você escreve!
Beijos,
Ana
texto de rara beleza e de muita intensidade. como bela é a foto. abraços.
Ei Moça,
saudade de você.
Beijos
Srta sumida,
Te indiquei pro pr�mio Blog 5 estrelas. http://www.gotasdiariasdesentimento.blogpost.com/
Aparece...rs
Bjs
passando pra ver as novidades...
até
Enfim, encontrei vida inteligente nos blogs!!
O seu foi o primeiro que me identifiquei, parabéns!!
Faça-me uma visita, rsrs.
Um abraço,
Joyce
http://joyce-codinomebeija-flor.blogspot.com/
É curioso como a alma das estações nos espelha tanto. Não necessariamente na mesma ordem cronológica e temporal. Não necessariamente na mesma sequência que, em princípio, explica a ato de fecundar alguma coisa. Quero semear também, tenho sementes, água, adubo e coração...mas a entresafra nos chama à mera contemplação. Lá na frente você, como eu, estaremos em floração. Mais lá na frente em seca profícua.Mas hoje, especialmente hoje, compreendi - certamente com o meu olhar - tudo aquilo que te li dizer.
bjs. Veronica
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